É caso para dizer: uma imagem vale mais que 1000 palavras. CRIAÇÃO E AUTORIA: EMANUEL R. MARQUES

É caso para dizer: uma imagem vale mais que 1000 palavras.

CRIAÇÃO E AUTORIA: EMANUEL R. MARQUES

Mark Sandman, mentor da banda Morphine formada em 1989, levou uma vida interessante e um pouco boémia que culminou na sua morte ...




Mark Sandman, mentor da banda Morphine formada em 1989, levou uma vida interessante e um pouco boémia que culminou na sua morte trágica em 1999 enquanto tocava ao vivo em Itália.


Revelou-se desde cedo como um artista multi-facetado e junto com os outros elementos da banda criou um som único que fez com que Morphine se destacasse como uma das bandas mais originais e fora-da-caixa dos anos 90.  Morphine chegou a tocar em Lisboa no festival então chamado Super Rock em 1995 agradando seguidores e criando novos.

Após a sua morte muitos tributos e dedicatórias foram feitas ao músico, incluindo um documentário intitulado Cure for pain: The Mark Sandman Story que retratou a sua infância e os inúmeros trabalhos (não relacionados com música) que Mark Sandman teve ao longo dos anos. Retrata também as viagens que o músico fez pelo mundo, estabelecendo-se como um dos letristas e músicos mais originais e de sentido poético da sua geração.  Uma visualização essencial para fãs de Morphine e do seu enigmático líder Mark Sandman. 

TEXTO: CLÁUDIA ZAFRE

Ouvir é uma das portas de entrada para o universo sem limites criado pela imaginação.  No podcast de hoje somos transportados até ao ...

Ouvir é uma das portas de entrada para o universo sem limites criado pela imaginação. 
No podcast de hoje somos transportados até ao Mississippi e outros pedaços de terra, de onde vêm os maiores monstros do blues, do soul, do jazz e do rock.
(PLAYER NO FINAL DA PÁGINA)

Jimi Hendrix, Peace in Mississippi 
Poema, O Negro fala sobre os Rios, de Langston Hughes 
John Fahey, Funeral song for Mississippi John Hurt
Poema, Negro, de Langston Hughes
Chris Rea, Mississippi 
Mavis Staples, Down In Mississippi
Poema, O Blues, de Langston Hughes
Bo Didley, Hong Kong Mississippi 
Mississippi Sheiks, Sitting On Top Of The World
Origem da palavra Mississippi
Johhny Cash, Mississippi Sand
Thelonious Monk, Bright Mississippi
Sobre o rio Pearl
Johnny CashMississippi Sand
All Them WitchesThe Marriage Of Coyote Woman
Sobre a origem do Blues
Mississippi Fred McDowell, Freight Train
Howlin' Wolf, Smokestack Lightnin'
Mountain, Mississippi Queen
Homenagem a Jeff Buckley
Jeff Buckley, Satisfied Mind
Locução e edição: Priscilla Fontoura

Mississippi Delta, de Margo Cooper

Mississippi River Valley, de Kari Yearous

Já pensaram qual o género de música que combina com o Rottweiler? Nós antecipamo-nos sempre...  Have you ever thought what music genre...


Já pensaram qual o género de música que combina com o Rottweiler?
Nós antecipamo-nos sempre... 

Have you ever thought what music genre combines with the Rottweiler?
We are always looking ahead... 

Imagem: Teresa Lopes da Silva Ouvimos sopros. Escutem! Anuncia-se a festa mais energética que alguém alguma vez conheceu. Venham eles:...


Ouvimos sopros. Escutem! Anuncia-se a festa mais energética que alguém alguma vez conheceu. Venham eles: judeus, ciganos, árabes, latinos, moldavos, povo dos Balcãs e todos os que queiram entrar nela. São todos muito bem-vindos. Fazem-nos sorrir, mexer, e entrar num frenesim
non stop. Há luzes, cores, pessoas de todas as nacionalidades, andas, tendas de circo, fogo no ar e leggings coloridos. Sem entraves. É dia de festa. E não sabemos como acaba. Tudo pode acontecer.

Os instrumentistas poderiam ser primos dos franceses Red Wings Mosquito Stings. O vocalista Gil Dionísio amigo de Mike Patton, pelo seu eclectismo a roçar a representação de um actor que trabalha todos os dias. A sua dicção é perfeita e a sua interpretação magnífica. Um puro contador de histórias.
Os Pás de Problème são Duarte Loureiro, Pedro Pereira Pereira, Diamantino Viegas, Lepra El Caballo, Johnny The Master Of The Underground, Reiul Roxo, Abuka e Gil Dionísio.

O som de Pás de Problème vem dos confins da Terra. De Leste a Oeste. De Norte a Sul. No entanto, ainda que os nossos ouvidos sejam encaminhados para vários lugares, paramos muitas vezes no mesmo lugar. Um mesmo lugar com banquetes, música, dança e suor. É fanfarra, ska, jazz, klezmer, rock. Alguém pediu para Discoescape fazer parte da banda-sonora de algum filme de Emir Kusturica ou de Tony Gatlif? Se ainda não alguém que os faça ser ouvidos. Os Pás de Problème são além de tudo capazes de criar cenários com várias camadas. Surpreendem para quem pensa que este tipo de som é repetitivo mas que nada tem de monótono.

The Greatest Dururu entra com um ska que lembra aquele que foi muito presente nos anos '90 com Primitive Reason. Silence is Gold viaja até ao Brasil e a voz de Gil alerta-nos que "o capeta vai pegar". Além do som muito bem conseguido, os telediscos não ficam nada atrás. Visualizem o I Explode You make Boom Boom e entenderão do que estamos a falar. Criatividade não lhes falta. Quem quiser saber quem são os PdP que oiça a intro The Waking Up e ficará a saber quais são as suas influências.

No próximo dia 24, deste mês, o grupo da Real Padráda monta 4 horas de circo no Titanic Sur Mer, no Cais do Sodré, em Lisboa. "O capeta vai pegar". Quem quiser ficar com cãibras no dia seguinte apareça... porque como alguém disse: é como se alguém nos batesse com um grande camião. Havia muito mais a dizer mas calemo-nos, damos a vez às sugestões dos Pás de Problème:
não querendo fazer uma lista apenas de um dos elementos da banda, cada um dos Pás sugere 1 disco, 1 livro e 1 filme. Ou seja, 8 livros, 8 discos e 8 filmes.

8 livros:
Duarte - "Cândido" de Voltaire
Pedro -  "Nós" de Zemiantine
Diamantino - O Cafajeste Diamantino apenas lê pessoas.
Lepra - "The Real Book"
Johnny - "MPT.pt" (compêndio de entrevistas de Carlos Vaz Marques)
Reiul - "The Diary of Jack The Ripper" de Shirley Harrison
Abuka - "O Processo" de Kafka
Gil - "Rantaplan - O Padrinho" de Morris, Jean Léturgie e Xavier Fauche

8 discos:
Duarte - "Rain Dogs", Tom Waits
Pedro - "Worst Case Scenario"dEUS
Diamantino - "Afro-Cuban Jazz Moods"Dizzy Gillespie y Machito 
Lepra - "Axis Bold as Love"Jimmy Hendrix
Johnny - "Mingus Ah Um"Charles Mingus 
Reiul -  "Illusions"Ibrahim Maalouf 
Abuka - Ou é System ou é Gypsy
Gil - "Louis and the good book"Louis Armstrong

8 filmes:
Duarte - "Fantasia", Disney
Pedro - "Tuvalu", Veit Helmer
Diamantino - "Beyond The Valley of The Dolls", Russ Meyer
Lepra - "Academia de Polícia", o primeiro, Hugh Wilson
Johnny - "The Devil and Daniel Johnston", Jeff feuerzeig
Reiul - "A Lista de Shindler", Steven Spielberg
Abuka - "Fight Club", David Fincher
Gil - "MF DOOM live", Planet X (The Movie 2010)

AS MÁSCARAS DA GENIALIDADE Resumo O mundo da música é fascinante. Há de tudo. Músicos que preferem revelar a sua identidade e aquele...

AS MÁSCARAS DA GENIALIDADE



Resumo
O mundo da música é fascinante. Há de tudo. Músicos que preferem revelar a sua identidade e aqueles que se escondem por trás de máscaras, maquilhagem ou coisas do género. Aqui abordamos 4 bandas que preferem esconder os seus rostos adoptando disfarces nas suas performances e algumas delas por décadas a fio (caso dos The Residents).

Palavras chave: Máscaras. Anonimato.

Introdução
O anonimato de músicos é sempre algo intrigante e por vezes, fascinante, dando origem a várias teorias, extrapolações e até mitos urbanos. Máscaras, disfarces, maquilhagem exagerada ou o uso de próteses sempre foram uma mais valia para as performances de certos músicos. 

1 - The Residents
No caso dos THE RESIDENTS que iniciaram a sua carreira musical nos anos 70 muito foi escrito, dissecado e teorizado em relação às suas verdadeiras identidades, dizendo-se até que Les Claypool (Primus) faria parte do quarteto fantástico que ficou conhecido pelo uso de grandes olhos gigantes raiados de sangue em cima da cabeça, cartola e o imprescindível smoking. A verdade é que ao longo da sua carreira, editaram mais de 40 álbuns, excluindo compilações, projectos de multimédia e afins. Os seus videoclips mais antigos estão em exibição no museu de arte moderna em Nova Iorque e foram reeditados em 2001 no magnifico DVD- ICKY FLIX.


A música baseia-se bastante no uso de sintetizadores, vocalizações algo bizarras mas que não deixam de ser melódicas e líricas surreais mas poéticas, como é o caso no tema Harry The head: He rolled around and found a little paintbrush by the door as he held it in his teeth he painted angels on the skirt I wore.
Em 2015 foi realizado um documentário sobre esta banda enigmática chamado The theory of obscurity que se foca essencialmente no imaginário pictórico da banda e as suas performances ao vivo, aparecendo sempre disfarçados e nem sempre com os icónicos globos oculares. A especulação continuará sobre quem são realmente os integrantes do quarteto mas o universo que conseguiram criar assim como a sua editora Ralph Records já estão inscritos na complexa e vasta galáxia da música.

2 - Metal e orcs
A BAND OF ORCS é uma banda norte-americana cujos integrantes se vestem e agem como…orcs. O seu estilo musical não chega a ser death-metal mas é um pouco mais brutal que o heavy-metal comum, sendo que a banda classifica o seu som como “Brutal orc metal”. Tanto nas performances como nas entrevistas, os membros das bandas não saem de personagem e cada um mantém a sua distinta personalidade de orc, tendo até nomes consideravelmente “orcianos”.
A quantidade de caracterização, make up e uso de acessórios é impressionante e primam por nunca sair do universo de fantasia que conseguiram e quiseram criar.



3 - Atmosfera doom e Lynchiana
THE VON DEER SKULLS é uma banda com integrantes de países como França, Canadá e Alemanha. Na sua página citam como influências David Lynch, Tim Burton e outros tantos. Usam máscaras nas suas performances e ensaios, sendo que o visual único da banda é trabalhado pelo artista Peter Skull.
Classificam a sua música como post-doom e tanto nos temas como nos vídeos é-nos transmitida uma atmosfera críptica, soturna e reminiscente do lado shadow self que é dito fazer parte de cada ser humano.
Especialmente indicado para ouvir durante a noite e preferencialmente com headphones, The Von deer skulls é mais uma banda que constrói as suas identidades através da música, criando alter-egos e/ou personagens que enriquecem o imaginário da banda.


4 - Balaclavas, mariachis e percussão
ITCHY-O é uma banda norte-americana de percussão e nos concertos apresentam-se com balaclavas negras e por vezes, vestidos de mariachis. Este estilo de música fortemente baseado em percussão tem estado em voga actualmente mas Itchy-o eleva-a um outro patamar, usando vários efeitos sonoros e riffs catchy.

5 – Conclusão
Há bastantes mais bandas e artistas que optaram por ocultar a face ou alterá-la de certa forma, como é o caso de Mortiis que usa orelhas e uma máscara prostética, construindo dessa forma a sua imagem de marca. Há também bandas que optam por fazer concertos mascarados, o que de certa forma aumenta o seu impacto performativo, tudo isso são opções que podem ajudar a criar uma atmosfera de enigma e deslumbramento que pode atrair ou repelir, consoante a vontade dos artistas.
Em relação aos The Residents, a sua imagem de marca tornou-se tão carismática e possuída de uma personalidade tão impar e forte que poucos são os que ainda se indagam sobre quem estará por trás dos gigantescos globos oculares. Talvez até já se saiba mas é uma das coisas que fica melhor ser mistério, como o sentimento de olhar para um presente de natal quando se é criança e não se sabe o que lá está dentro.


TEXTO: CLÁUDIA ZAFRE

Voltamos para mais um Rascunho no País das Maravilhas , com os desenhos do Emanuel R. Marques. Acreditar nunca fez mal a ninguém. Se não a...

Voltamos para mais um Rascunho no País das Maravilhas, com os desenhos do Emanuel R. Marques.
Acreditar nunca fez mal a ninguém. Se não acontecer é porque os pássaros tinham razão. 

CRIAÇÃO E AUTORIA: EMANUEL R. MARQUES

Filme russo que ilustra o quotidiano de uma mulher aparentemente comum não fosse o facto de… ter uma cauda. Uma que é bastante longa...



Filme russo que ilustra o quotidiano de uma mulher aparentemente comum não fosse o facto de… ter uma cauda. Uma que é bastante longa diga-se au passant. 


Tem um emprego em que é bullied pelas colegas e vive com a mãe uma existência algo cinzenta até que lhe acontece algo que muda sempre a perspectiva de uma pessoa em relação ao mundo, apaixona-se.  Esta questão das caudas já foi abordada no filme Shallow Hal em que a personagem interpretada por Jason Alexander nasceu com uma cauda e deve haver por certo outros filmes com personagens com caudas, mas neste temos o foco perfeito do que é navegar pela vida com uma cauda, uma que assusta e repele pessoas em igual medida.

Nunca passa para a esfera do fantástico e mantém sempre um realismo inventivo e peculiar.  É um filme interessante que mostra que certas imperfeições podem ser perfeições aos olhos de outrem. 

Para quem ainda não encontrou o seu Leonardo ou a sua Kate ou para quem nem quer encontrar deixamos estas dicas: 1 - Pensa que n...


Para quem ainda não encontrou o seu Leonardo ou a sua Kate ou para quem nem quer encontrar deixamos estas dicas:

1 - Pensa que não és solteiro/a por haver algo de mal contigo, apenas és solteiro/a e não te esqueças que isso pode ser bem melhor do que discutir metade do dia porque puseste um like no facebook de uma rapariga ou rapaz giro/a e o teu namorado ou namorada não gostou.

2- Aproveita para cultivar a mente. Lê alguns clássicos da literatura e apercebe-te que a maior parte das histórias de amor romântico acabaram em mer......tenta não arriscar. 

3 - Não fiques dominado/a por remorsos se fores jantar fora e o teu prato parecer mais delicioso porque não te sentirás com necessidade de o trocar com o dele/a porque és solteiro/a, aproveita e come com gosto o que te pertence. 

4 - Não precisas de trocar o teu status do facebook para "it's complicated" sempre que há uma discussão.

5 - Podes voltar a tirar selfies com amigos/as que por acaso até são atraentes.

6 - Namorar pode dar despesa, pensa que estás a poupar algum ao não bancar tudo e se namorares outra vez, paga metade metade ou deixa-o/a bancar tudo". 

7 - Quando quiseres ver o instagram da Jenny Lawrence lembra-te que não há ninguém para cuscar o teu histórico. 

CVDS: CENTRO DE VALORIZAÇÃO DOS SOLTEIROS

Fotografia por Gonçalo Soares ÉME de seu nome João Marcelo é um cantautor de imensa poética e um refinado sentido de humor que trans...

Fotografia por Gonçalo Soares

ÉME de seu nome João Marcelo é um cantautor de imensa poética e um refinado sentido de humor que transcreve com absoluta fidelidade o que é viver neste nosso Portugal, ir aos cafés e estar com os amigos. Retrata esses episódios com uma introspecção valente e corajosa. As letras são inteligentes e subtis aliadas a melodias inventivas e que retratam de certa forma uma portugalidade contemporânea. No seu disco Domingo à tarde viajamos por vários lugares e atmosferas, desembocamos no excelente tema Tédio que reflecte uma verdade essencial: Foi tudo um tédio viver sem amor, oh que tédio, não há pior, tédio, ninguém para gostar.
Para além dessa verdade essencial, viajamos pelo imaginário de ÉME que detém narrativas inteligentes e sensitivas aliadas a melodias que relembram algo de António Variações, icónico, carismático e profundamente sensível. Uma mão dada à portugalidade e um piscar de olhos ao sensível e peculiar que permeia a vida de cada um de nós.
Jura amor, jura amor que me hás-de dar, ai na igreja, ai na igreja a tua mão direita, ai na igreja a tua mão direita.
Deixamos convosco 5 livros, 5 discos, 5 filmes/séries que Éme recomenda.

5 livros:
- "Poesias Completas", de Manuel Bandeira
- "Passos em Volta", de Herberto Hélder
- "Folhas de Erva", de Walt Whitman
- "Bíblia" (tenho acompanhado a série de traduções do Frederico Lourenço)
- "Conjunto de Novelas", de Camilo Castilo Castelo Branco (há muitas muitas, recomendo a maioria e nem sequer li a maioria, se tivesse de dizer uma; Maria Moisés, por exemplo)

5 discos:
- "O Fim", B Fachada
- "The Freewheelin'", Bob Dylan
- "American III", Johnny Cash
- "Solo in Rio", Luiz Bonfá
- "Pata Lenta", Norberto Lobo

5 filmes/séries:
- "Bojack Horseman", Raphael Bob-Waksberg
- "Seinfeld", Jerry Seinfeld, Larry David
- "Narcos", Chris Brancato
- "Godfather" (todos de enfiada), Francis Ford Coppola
- "Aos Nossos Amigos" (do nosso amigo Afonso Mota)

Machado de Assis disse: "Felizes os cães!". Nós dizemos: "E felizes os que ouvem música!". No  "The Sound of...


Machado de Assis disse: "Felizes os cães!". Nós dizemos: "E felizes os que ouvem música!".
No "The Sound of Dogs" não são necessárias muitas palavras. A única exigência é imaginar e combinar géneros de música com raças de cães.
No caso do Pastor Alemão... 

Machado de Assis said "Happy are the dogs!". We say "And happy are those who listen to music!".
In "The Sound of Dogs" there is no need for a lot of words. The only thing that matters is to imagine and combine music genres with dog breeds.
And in German Shepherd's case...

Temos uma nova colaboração no Acordes. Seu nome: Emanuel R. Marques. Um tipo que gosta de montar personagens nas suas horas mortas. A parti...

Temos uma nova colaboração no Acordes. Seu nome: Emanuel R. Marques. Um tipo que gosta de montar personagens nas suas horas mortas. A partir de agora contem com os seus "Rascunhos no País das Maravilhas" aos Sábados.

CRIAÇÃO E AUTORIA: EMANUEL R. MARQUES

TEXTO: CLÁUDIA ZAFRE MONTAGEM: PRISCILLA FONTOURA


TEXTO: CLÁUDIA ZAFRE
MONTAGEM: PRISCILLA FONTOURA


Filme realizado por Joachim Trier (mesmo realizador dos fabulosos “Reprise” e “Oslo, 31.August” que ilustra de forma simbólica e alg...



Filme realizado por Joachim Trier (mesmo realizador dos fabulosos “Reprise” e “Oslo, 31.August” que ilustra de forma simbólica e algo onírica o despertar de uma primeira paixão. A personagem principal, Thelma, é uma rapariga tímida, inexperiente e oriunda de uma família extremamente religiosa que experiencia a vida académica pela primeira vez longe da sua família. No decurso da experiência apaixona-se e as coisas complicam-se a partir desse momento e entram no reino do fantástico.


O filme tem uma cinematografia excelente assim como um bom desenvolvimento de personagens mantendo uma atmosfera de suspense e algum mistério. Talvez seja quando uma pessoa apaixona-se e parece que estremece toda por dentro ou é o mundo que estremece ou ambos? Não faço a mínima ideia mas este filme parece deter a resposta.

“A circle is the only geometric shape defined by its centre. No chicken and egg about it, the centre came first, the circumference follows. The earth, by definition, has a centre. And only the fool that knows it can go wherever he pleases, knowing the centre will hold him down, stop him flying out of orbit. But when your sense of centre shifts, comes whizzing to the surface, the balance has gone. The balance has gone. The balance my baby has gone.” 
Sarah Kane in Crave

“They will love me for that which destroys me
the sword in my dreams
the dust of my thoughts
the sickness that breeds in the folds of my mind”
Sarah Kane, 4.48 Psychosis

TEXTO: CLÁUDIA ZAFRE

Não é porque estamos perto do Carnaval que nos lembrámos de fazer um programa dedicado ao Brasil. Poderia ser. Mas nã...

Não é porque estamos perto do Carnaval que nos lembrámos de fazer um programa dedicado ao Brasil. Poderia ser. Mas não é. É porque gostamos de todo o tipo de lugares que transmitam estados de espírito. E o Brasil é tão largo em tamanho e tão extenso em criatividade que jamais poderia ficar esquecido.
(PLAYER NO FINAL DA PÁGINA)

Poema Áporo de Carlos Drummond de Andrade
Naná Vasconcelos, Amazonas
Secos e Molhados, Não: Não Digas Nada
Poema Canções do Exílio de Gonçalves Dias
Hermeto Pascoal, São Jorge
Rita Lee, Ovelha Negra
Exemplos de palavras semanticamente diferentes no Brasil e Portugal
Os Mutantes, Panis Et Circenses
Charlie Brown Jr, Longe de Você
Palavras difíceis de traduzir
Persona, Introdução/Monte
Algumas palavras brasileiras de origem africana
Caetano Veloso, Tropicália
Poema Passarinho no Sapé de Cecília Meireles
Robertinho do Recife, Agrestina
Joelho de Porco, São Paulo by the day
Locução e edição: Priscilla Fontoura

Imagens: ADF photography

foto por:  Marta Pina Quem nasceu nos anos '80 sabe bem o que é um Pega Monstro . Depois de algumas vezes colado ao que quer q...

foto por: Marta Pina

Quem nasceu nos anos '80 sabe bem o que é um Pega Monstro. Depois de algumas vezes colado ao que quer que seja fica com tudo agarrado a si. Cabelos. Areia. Tal como as canções de Pega Monstro. Ficam-nos no ouvido. Não interessa muito a forma, o importante é o divertimento e o que podemos fazer com esse espírito cru, naive e divertido. 

Pega Monstro são duas irmãs que viveram ou vivem juntas, que se divertem, que cantam e entendem-se melhor do que ninguém. Não têm medo de abrir a porta de casa e revelar tudo o que há nela. Júlia na bateria e voz, Maria na guitarra e voz. Não é preciso mais. Agradecem o álbum aos pais. Talvez seja o laço familiar a maior influência para esboçarem canções com identidade, sejam elas mais abstractas ou convencionais. São as duas juntas que fazem a festa, sem limites ou limitações. É o estilo punk, grunge, rock português anos '80 e '90 que nos leva a ouvir Branca e querer pegar num carro, viajar sem rumo, abrir a janela e gritar ao mundo que estamos felizes. É esse o efeito que Branca nos causa e tantas outras canções de Alfarroba. É sem dúvida um álbum repleto de boas canções, de drama, humor despretensioso e divertido. O mais recente Casa de Cima, editado pela Cafetra Records, segue a mesma linha mas bebe em goles compridos a portugalidade deste país tão diverso. 
Chega de palavras e vamos ao que interessa: às sugestões dos 5 livros, 5 discos, 5 filmes/séries de Pega Monstro.

5 livros:
- "Fanny Owen", por Agustina Bessa-Luís
- "Adulthood is a Myth", por Sarah Andersen
- "O Mestre", por Ana Hatherly
- "Vidas Secas", por Graciliano Ramos
- "S. Banaboião", Anacoreta e Martir por Aquilino Ribeiro

5 discos:
- "Good Sad Happy Bad"Micachu and the Shapes 
- "Mr. Wollogallu"Carlos Maria Trindade / Nuno Canavarro
- "Peasant", Richard Dawson
- "Venham Mais Cinco"Zeca Afonso
- "Feeling the Space"Yoko Ono

5 filmes/séries:
- "Hill of Freedom", por Hong Sang-Soo
- "Vale Abraão", por Manuel de Olveira
- "The band's Visit", por Eran Kolirin - "Paris Texas", por Wim Wenders - "Better Things", por Pamela Adlon