Dü Pig é uma banda de Blackpool de UK. São enérgicos, melódicos e um “coche” “barulhentos” mas no bom sentido. Sente-se imediatamen...


Dü Pig é uma banda de Blackpool de UK. São enérgicos, melódicos e um “coche” “barulhentos” mas no bom sentido. Sente-se imediatamente a nostalgia de um grunge certeiro “para a frente” e um noise rock desprovido de pretensiosismo. Este EP é constituído por quatro temas e arrancamos com TREAT, um tema liderado pelos riffs de grunge inspirado de anos 90 que fluem da guitarra de Bean, uma boa malha de baixo por Matt e a bateria assertiva tocada pelo outro Matt. I am Pavlov and you are Pavlov’s dog (Part I & II) tem uma sonoridade reminiscente de uns QOTSA mas com a patente da música que se fazia em Seattle durante a década de 90. O tema tem passagens inspiradas de guitarra e dá o mote para The Penultimate Waltz, com uma toada mais lenta e solos de guitarra competentes. Os riffs voltam entretanto para electrizar o tema a par das vocalizações de Bean. O último tema Acshun/re é um bom tema para encerrar um EP promissor que apenas peca por ser curto. 


- TRANSLATION - 

Dü Pig is a band from Blackpool in the UK. They are energetic, melodic and a litte bit “noisy” but in a good way. We immediately feel the nostalgia of a straight-forward kind of grunge and a noise rock without pretenses. This EP has four songs and we set off with TREAT, a song that is lead by the grunge inspired riffs from the 90’s that flow from Bean’s guitar, a good bass line by Matt and the assertive drumming played by the other Matt. I am Pavlov and yoir are Pavlov’s dog (Part I & II) has a sound reminiscent of QOTSA but with the trademark of the music that was played in Seattle during the 90’s. The song has inspired guitar passages and prepares us for The Penultimate Waltz with a slower melody and competent guitar solos but the riffs come back to electrify the song along side Bean’s vocals. The last song Achshun/re is a good song to close a promising EP that its only flaw is that it’s too short. 

TEXTO/TEXT: CLÁUDIA ZAFRE


Este documentário realizado por AJ Schnack é bastante diferente dos restantes feitos sobre Kurt Cobain, na medida em que é construíd...


Este documentário realizado por AJ Schnack é bastante diferente dos restantes feitos sobre Kurt Cobain, na medida em que é construído com base em filmagens da cidade de Aberdeen e dos seus habitantes e cujo pano de fundo são entrevistas a Kurt Cobain (realizadas um ano antes do seu suicídio), nas quais o músico discorre sobre a sua vida familiar, especialmente a relação complicada com o seu pai, o desafio que sempre sentiu em relação a figuras de autoridade e outros assuntos pertinentes. É interessante ouvir o músico a exprimir-se sem reservas e a falar dele próprio, em vez de ouvirmos entrevistas feitas a amigos, colegas ou fãs. 



São gravações essenciais para quem quer saber mais da infância, adolescência de Cobain. O seu interesse pelo punk-rock, os primeiros concertos, as bandas que o impressionaram como Young Marble Giants, Kleenex e The Vaselines e o nascimento da filha. É Kurt Cobain pelas suas próprias palavras e nunca vemos filmagens do músico, apenas no final do documentário temos acesso a algumas fotografias de Kurt, algumas bastante enternecedoras. 





Notícia aparentemente irrelevante socialmente, mas que não é fake news: Decorria o ano de 93 quando duas meninas de 9 anos foram postas de castigo numa viagem a Salamanca por terem dito ao professor que a cassete que tinham era só músicas dos Beatles. O professor ficou horrorizado quando a cassete começou a tocar e pode ter ou não distinguido a voz única de Kurt Cobain e o seu exímio trabalho na guitarra. As duas meninas foram proibidas de lanchar e mais tarde em Salamanca adquiriram cada uma uma cassete original de In Utero porque a que tinham era pirateada. Passado poucos meses, decidem, uma delas quer ser médica e passa grande parte do tempo a ver vídeos de autópsias. A outra quer ser argumentista e faz vozinhas para as peças de jogo do Cluedo enquanto as outras crianças tentam jogar seriamente. São parte de uma geração da qual Kurt Cobain foi o irmão mais velho. 


TEXTO: CLÁUDIA ZAFRE

YARD ART Género: rock, alternativo Álbum: You Won't Hear it 'till its Loud Data de lançamento: 9 de Agosto, 2018 Yard Art ...

YARD ART
Género: rock, alternativo
Álbum: You Won't Hear it 'till its Loud
Data de lançamento: 9 de Agosto, 2018



Yard Art chegam de Arizona dos EUA. O seu EP – YOU WONT’ HEAR IT ‘TILL ITS LOUD foi gravado durante o verão de 2017 e lançado este ano. O EP é composto por seis temas que combinam na perfeição indie-rock, passagens jazzísticas, surf-rock, e garage rock. MINDWIPES é o tema que começa o disco com malhas de guitarra viciantes compostas por Nate Sell, Cameron Schultz e Grady Douglas. Há espaço para solos de guitarra nos entremeios que da melodia liderada pelas vocalizações. São músicos multi-instrumentistas que se encarregam das composições da guitarra e das vocalizações, sendo que a percussão foi deixada a cargo de Matt Blevins. O segundo tema, Jazz No.4 é um tema de toada mais lenta com coros masculinos a complementar a vocalização principal com uma clara influência jazz de cariz suave e melódico. Franco Garbanzo é um tema que nos oferece um garage rock de qualidade com texturas de guitarra catchy que continuam a “brincar” ao longo da melodia com uma boa liderança nas vocalizações. Lubrification arrasta-nos para uma praia e faz-nos querer brincar na areia. Little fish, big sea continua o registo soalheiro da banda e que se concentra bastante no poder metafórico da letra em que o narrador é um peixe que apenas almeja nadar livremente no oceando mas há sempre iscos que lhe tentam retirar a liberdade. Navy Blue é o tema que encerra o disco e que contrasta com o tema de início por ser constituído por um ritmo mais lento e um pouco melancólico. É uma música que serve como uma missiva de amor romântico e que se constrói à volta de linhas de guitarra um pouco despojadas e passagens de teclas tocadas por Cameron Schultz que enriquecem a melodia e lhe dão outra vez uma certa influência jazz. É um bom EP que mistura várias influências de género, mas que permanece fiel ao indie-rock. Um disco que cheira e em que se sente o verão.


“Oh baby you, 
You are my, 
My navy blue 

Fog's rolling in 
Over choppy seas 
No wind in your sails 
Lighthouse has no light 
Skipper jump ship 
No North Star in sight 
Oh baby you 
You –”

- TRANSLATION - 


YARD ARTGenre: rock, alternative
Album: You Won't Hear it 'till its Loud
Release: 9 August, 2018

Yard Art come from Arizona in the USA. Their EP – YOU WON’T HEAR IT ‘TILL ITS LOUD was recorded during the summer of 2017 but was released this year. THE EP has six songs that perfectly combine indie rock, jazzy passages, surf-rock and garage rock. MINDWIPES is the song that starts the album off with addictive lines of guitar composed by Nate Sell, Cameron Schultz and Grady Douglas. There are also guitar solos in the middle of the melody which is carried by the vocals. They are multi-instrumentalists musicians that take charge of the guitars and the vocals, and the drumming was left to Matt Blevins. The second song, Jazz No.4 is a slower song with choirs that enrich the lead vocals with a clear jazzy influence that is soft and melodic. Franco Garbanzo is a theme inspired by some quality garage rock with catchy guitars that continue to “play and entertain” during the melody that has a strong lead on the vocals. Lubrication carries out into the beach and makes us want to play in the sand. Little fish, big sea keeps on with the summery feel of the band and there is a strong focus on the metaphoric power of the lyrics in which the narrator is a fish that wishes to swim freely on the sea but there are baits that want to take away his freedom. Navy Blue is the last song of the EP that contrasts with the first song, especially because of it’s slow and melancholic melody. It’s a song that is some kind of love letter that builds upon sparse guitar lines and keyboard interludes played by Cameron Schultz that enrich the melody and gives it a jazzy vibe. It’s a good EP that mixes several music genres but remains faithful to indie rock. an EP that smells and feels like summer.


TEXTO/TEXT: CLÁUDIA ZAFRE

Experiências... CRIAÇÃO E AUTORIA:   EMANUEL R. MARQUES

Experiências...

CRIAÇÃO E AUTORIA: EMANUEL R. MARQUES

  FOTOS POR RUI MOTA PINTO 


 




















FOTOS POR RUI MOTA PINTO 

REMOTE VIEWING Género: punk, doom, noiserock Álbum: Blood Loss Data de lançamento: 27 de Julho, 2018 Remote Viewing é uma banda ...

REMOTE VIEWING
Género: punk, doom, noiserock
Álbum: Blood Loss
Data de lançamento: 27 de Julho, 2018



Remote Viewing é uma banda de Londres em UK e compõe-se de ex-membros das bandas Palehorse, Million Dead e I want you dead. O nome parte de um conceito interessante na área do estudo do paranormal que funciona como uma espécie de telepatia visual em que conseguimos ver objectos e paisagens geograficamente distantes através da mente. Estes conceitos reúnem ciências com alguma magia e atraiu pesquisas da CIA durante a década de 90. O disco é composto por sete temas de um post-hardcore maduro e original com algumas influências doom, O disco saiu o mês passado e ao ouvi-lo agora neste mês quente de Agosto é como o dispêndio de adrenalina que se tem ao saltar de uma ravina e mergulhar na água em baixo. O disco começa com Suitcase full of exposure, um tema bastante doom e sludge, com riffs de guitarra arrastados tocados por Tom Fowler e James Bryant que complementam as vocalizações torturadas de Nikolai Von Stieglitz. Fuck a church, é um tema mais curto com uma bateria tremenda deixada a cargo de Dimitris Sakellariou. É um tema de post-hardcore puro e directo que passa o testemunho a Sonic Eutanasia, igualmente feroz, melódico e intenso. Pelican’t é tão niilista melodicamente quanto a sua letra. 


“Cull your memory /Impossible/ Lower your lungs/ Lungs don’t work anymore/ Or a hearse/ We’re dead anyway/ So extra vehicles would be appreciated”

Limbs to fold e Whitney Houston we have a problem são os dois temas mais longos do disco ultrapassando os sete minutos no qual as influências doom são notórias tanto na velocidade das guitarras como nas linhas de baixo tocadas por John Atkins. O tema que encerra o disco, Tastes of nothing, é um ataque de pós-hardcore que reúne todo o niilismo e ferocidade da banda. É uma banda que com este disco dá as cartas na cena populosa do pós-hardcore. 

- TRANSLATION - 



REMOTE VIEWING
Genre: punk, doom, noiserock
Album: Blood Loss
Release: 27 de Julho, 2018


Remote Viewing is a band from London in the UK. The band is formed by ex-members of bands such as Palehorse, Million Dead and I want you dead. The name origins from an interesting concept in the study of the paranormal that acts like some kind of visual telepathy in which we can see objects and geographically distant landscapes through our mind. These concepts unite science with magic and it attracted some research from the C.I.A during the 90’s. The record has seven songs of a mature and original kind of post-hardcore and some doom influences. The record was released last month and listening to it now it’s like the adrenaline we get when we jump out of a ravine and dive into the water. The record starts off with Suitcase full of exposure, a som that has doom and sludge influences, with slow guitar riffs played by Tom Fowler and James Bryant that complement the tortured vocals by Nikolai Von Stieglitz. Fuck a church is a shorter song but with wonderful drumming by Dimitrus Sakellariou. It’s a pure post-hardcore song that precedes Sonic Eutanasia, equally fierce, melodic and intense. Pelican’t is as nihilistic melodically as its lyrics :

“Cull your memory /Impossible/ Lower your lungs/ Lungs don’t work anymore/ Or a hearse/ We’re dead anyway/ So extra vehicles would be appreciated”

Limbs to fold and Whitney Houston we have a problem are the longest songs of the record, clocking above the 7 minutes and in which the doom influences are huge, especially in velocity of the guitars or the bass lines played by John Atkins.The last song of the record, Tastes of nothing, is an attack of post-hardcore that comprises all the nihillism and ferocity of the band. It’s a band that with this record stands out in the crowded scene of the post-hardcore.

remoteviewing.bandcamp.com/album/blood-loss


TEXTO/TEXT: CLÁUDIA ZAFRE

FOTOS POR RUI MOTA PINTO 































FOTOS POR RUI MOTA PINTO