Kit Sebastian é o duo formado por Kit Martin e Merve Erdem . O seu álbum de estreia, Mantra Moderne , é uma fusão de várias sonoridad...


Kit Sebastian é o duo formado por Kit Martin e Merve Erdem. O seu álbum de estreia, Mantra Moderne, é uma fusão de várias sonoridades que entusiasmam e surpreendem em igual medida.

A junção do talento musical de Kit Martin, que tem por base UK e França, e Merve Erdem, uma artista e vocalista da Turquia, fazem de Mantra Moderne um disco apelativo para fãs de sonoridades brasileiras, tropicália e até surf-rock. O disco composto por 9 temas foi gravado na zona rural de França diretamente para Stereo 8 para obter um som analógico e retro.

O duo descreve o seu som como “Anatolian Lo-Fi Samba” e o uso de instrumentos como tablas, darbukas e balaikas fundem-se em harmonia com os synths e órgãos típicos de sonoridades eletrónicas e jazz. Um disco de estreia que apresenta diversidade, criatividade e o dom de encantar. O disco foi lançado a 19 de Julho deste ano pela editora Mr. Bongo.

Perguntámos a este duo talentoso as suas preferências para 5 livros, 5 discos, 5 filmes/séries e aqui ficam:

KIT 
Livros:
- State and Revolution, Lenin
- Persepolis, Marjane Satrapi
- Nadja, André Breton
- Satyricon, Petronius
- Art of Cinema, Jean Cocteau

Discos:
- ChanteClaude Lombard,
-  أغنية, Ferkat Al Ard
Garra, Marcos Valle
- ElectrodesMartial Solal Joue Michel Magne
- Sevil Vagif Mustafazadeh

Filmes: 
- Bariera, Skolimowski
- La Notte, Antonioni
- Les Idoles, Marc'O
- La Chinoise, Jean-Luc Godard
- La Guerre est Finie, Alain Resnais

MERVE 
Livros:
- Inner Experience, Georges Bataille)
- Crime and Punishment, Fyodor Dostoevsky)
- The Disconnected, Oguz Atay)
- The Time Regulation Institute, Ahmet Hamdi Tanpinar)
- The Arcades Project, Walter Benjamin)

Discos:
- Comme à la radio, Brigitte Fontaine
- Fasle Tazeh, Googoosh
- Studio Uno 66, Mina
- Abu Ali, Ziad Rahbani
- Aglamak Guzeldir, Sezen Aksu

Filmes:
- Scenes from a MarriageIngmar Bergman
- Pierrot le FouJean Luc Godard
- Mamma Roma, Pier Paolo Pasolini
- Berlin Alexanderplatz, Rainer Werner Fassbinder
- Ascenseur Pour L'échafaud, Louis Malle

                                                      - TRANSLATION - 


Kit Sebastian is a duo formed by Kit Martin and Merve Erdem. Their debut album, Mantra Moderne, is a fusion of several genres that surprise and amaze in equal measure.

The joining musical talents of Kit Martin, that lives between the UK and France and Merve Erdem, a vocalist from Turkey, make Mantra Modern an appealing record for fans of Brazilian music, tropicalia and even surf-rock. The record is composed of 9 songs and was recorded in a rural zone of France directly to a 8-way tape in order to obtain a retro sound.

The duo describes their sound as “Anatolian Lo-Fi Samba” and the use of instruments such as tablas, darboukas and balaikas mix with harmony with the synths and organs typical of electronica and jazz. A debut record that is diverse, creative and has the gift to enchant.

The record was released on the 19th July by the label Mr. Bongo.

We asked this talented duo their preferences for 5 books, 5 records, 5 films and here they are:

KIT 
Books:
- State and Revolution, Lenin
- Persepolis, Marjane Satrapi
- Nadja, André Breton
- Satyricon, Petronius
- Art of Cinema, Jean Cocteau

Records:
- ChanteClaude Lombard,
-  أغنية, Ferkat Al Ard
Garra, Marcos Valle
ElectrodesMartial Solal Joue Michel Magne
- Sevil Vagif Mustafazadeh

Films: 
- Bariera, Skolimowski
- La Notte, Antonioni
- Les Idoles, Marc'O
- La Chinoise, Jean-Luc Godard
- La Guerre est Finie, Alain Resnais

MERVE 
Books:
- Inner Experience, Georges Bataille)
- Crime and Punishment, Fyodor Dostoevsky)
- The Disconnected, Oguz Atay)
- The Time Regulation Institute, Ahmet Hamdi Tanpinar)
- The Arcades Project, Walter Benjamin)

Records:
- Comme à la radio, Brigitte Fontaine
- Fasle Tazeh, Googoosh
- Studio Uno 66, Mina
- Abu Ali, Ziad Rahbani
- Aglamak Guzeldir, Sezen Aksu

Films:
- Scenes from a MarriageIngmar Bergman
- Pierrot le FouJean Luc Godard
- Mamma Roma, Pier Paolo Pasolini
- Berlin Alexanderplatz, Rainer Werner Fassbinder
- Ascenseur Pour L'échafaud, Louis Malle


Texto | Text: Cláudia Zafre
Escolhas | Choices: Kit Martin and Merve Erdem(Kit Sebastian)

Ele pedia encarecidamente aos deuses que lhe dessem um sinal. Os deuses, indignados, não percebiam ao certo o que ele pretendia ou qua...


Ele pedia encarecidamente aos deuses que lhe dessem um sinal. Os deuses, indignados, não percebiam ao certo o que ele pretendia ou qual o tipo de mensagem específica.

Como tal, na manhã seguinte ele acordou com um enorme sinal na face esquerda.

Texto: Emanuel R. Marques
Capa/Colagem: Emanuel R. Marques

voz, bonecos | voice, hand-made cartoons: Emanuel R. Marques material: papel, post-it, molas para papel | paper, post-it, binder clip...



voz, bonecos | voice, hand-made cartoons: Emanuel R. Marques
material: papel, post-it, molas para papel | paper, post-it, binder clips
vídeo | video: Priscilla Fontoura
tradução | translation: Cláudia Zafre
som genérico | opening title soundtrack: Emanuel R. Marques, Priscilla Fontoura
tema| song: Niccolò Paganini, "La Risa del Diablo", interpretado por Juan Llinares

© Acordes de Quinta

Existe muita riqueza no planeta Terra, muita dela não observável e outra visível ao olho humano. O ouro faz parte dessa riqueza, e ...


Existe muita riqueza no planeta Terra, muita dela não observável e outra visível ao olho humano. O ouro faz parte dessa riqueza, e é produzido a partir da colisão de duas estrelas de nêutrons. Desde as civilizações milenares que o ouro é utilizado para adoração de deuses, para ornamentar templos e palácios, para embelezar imperatrizes e até as vestes do clero. O ouro foi sempre, simbolicamente falando, a ponte para o divino e para o sagrado. É, também, por causa da exploração do ouro (e do seu saqueamento) que grandes impérios se fortaleceram e que outros se arruinaram. 

O ouro, como qualquer outra relíquia, pode ser o caminho para o bem ou para o mal. Tudo depende de como é utilizado e para que finalidade. Quanto à música, os Gold têm a chave de ouro que abre a porta para uma outra realidade, que é depressiva, carregada de traumas em busca de catarses. Milena Eva é quem canta passiva e encantadoramente, a sua voz segue ou confronta melodias pesadas, negras e atmosféricas. O último disco Why Aren't You Laughing? despertou a atenção do público e foi bem recebido pela comunidade de fãs. O tema He is Not foi um dos mais virais:

I put one foot in front of the other

Aqui a frase comunica o automatismo de um corpo entorpecido, encerrado dentro do que poderia ser uma declaração de resistência e vontade de continuar. Linhas como:

I allow myself to follow my body
I find it hard to sit still I find it hard to move

exprimem outras facetas da resposta física a tempestades psíquicas. 
O álbum é uma declaração poderosa, tanto pessoal quanto oportuna, e lida com domínios complexos e de vulnerabilidade, dificuldade, prestação de contas, respostas e responsabilidades; tudo isto não é so incluído no drama arrebatador e sombrio, mas também no forte impacto presente em Why Aren't You Laughing?. Gold tem os ouvidos dos fãs em alerta já a partir de 2017 com Optimist. Os temas White NoiseYou Too must Die foram dos mais virais do disco porque jogam com a voz suspense que se arrasta de forma estranha, ao género de filme de terror, viajando em direcção à cadência rítmica da bateria e dos riffs atmosféricos das guitarras. Lançaram o primeiro disco em 2012 e em 2015 foram editados pela Ván na Europa e pela Profound Lore nos EUA. De álbum para álbum o som da banda holandesa tem ficado cada vez mais refinado, as guitarras melódicas e pesadas entram na maior parte das vezes em crescendo e em contramão com a voz passiva, catatónica e grave de Milena Eva.
A banda é formada pelos guitarristas Thomas Sciarone, Kamiel Top e Jaka Bolič, Tim Meijer no baixo, Igor Wouters na bateria e Milena Eva na voz.

Os Gold remetem para o experimentalismo de Godspeed You! Black Emperor, para a beleza sombria e doce de Kristin Hersh e Throwing Muses; são enraizados numa vibração poderosa e artística do rock. O equilíbrio delicado da banda chamou a atenção de artistas como Converge, com quem eles fizeram uma digressão em 2016 e 2017, e New Model Army, com quem realizaram uma digressão em 2018.

Os Gold vêm a Portugal para apresentar o disco mais recente, nos dias 2526 de Setembro, em Lisboa (RCA) e no Porto (Maus Hábitos), respectivamente. 

Todos os membros da banda quiseram responder à Bagagem, por isso cada um lista um livro, um disco, um filme/série

Livros:
- A.M. Homes "Things You Should Know" (Milena)
- Ali Smith "Free Love And Other Stories" (
Kamiel)
- Brett Easton Ellis "Glamorama" (
Thomas)
- Haruki Murakami "After Dark" (
Igor)
- Henri Charrière "Papillon" (
Jaka)
- Paul Biegel "The Gardens of Dorr" (
Leyla)


Discos:
- Black Sabbath "Black Sabbath" (
Leyla)
- The Beatles "Abbey Road" (
Jaka)
- Faith No More "Angel Dust" (
Igor)
- John Frusciante "To Record Only Water For Ten Days" (
Kamiel)
- Gil Scott-Heron "A New Black Poet - Small Talk at 125th and Lenox" (
Thomas)
- Portishead "Third" (
Milena)

Filmes/Séries:
- Fargo (Series, season 1, 2014 -
Igor)
- Incendies (Movie, 2010 -
Milena)
- Moonrise Kingdom (Movie, 2012 -
Leyla)
- Night On Earth (Movie, 1991 -
Kamiel)
- Suspiria (Movie, 1977 -
Jaka)
- Twin Peaks: The Return (Series, 2017 -
Thomas)

- TRANSLATION - 


There is a lot of richness on Planet Earth. Some of it visible and other invisible to the human eye. Gold is part of that richness and is generated through the collision of two neutron stars. Since ancient civilizations that gold is used to worship gods, decorate temples and palaces and to embellish empress's and clergy clothes. Gold has always been a symbolic bridge to the divine and sacred. It's also because of gold's exploration and looting that big empires have become stronger and others ruined.

Gold, like any other relic can be a path to good or evil. It all depends on how it is used. In music, the dutch band Gold hold the golden key that opens the door to a depressive reality that is filled with traumas that need their catharses. Milena Eva is the vocalist that sings either passively or delightfully, following or confronting the heavy melodies of the dark and atmospheric guitars. Their latest record Why Aren't You Laughing? captured the attention of the public and was well received by the music community. The song He is Not became quite popular:

I put one foot in front of the other

that verse communicates the automatism of a numb body closed inside on what can be a declaration of independence and the will to go forward. Verses like:

I allow myself to follow my body
I find it hard to sit still I find it hard to move

express other facets of physical responses when faced with psychic conflicts. 
The record is a powerful declaration, as much personal as timely and deals with complex issues such as vulnerability, hardships, accountability, answers and responsibilities; all of this is present in the somber and entrancing Why Aren't You Laughing?. However, in 2017 with the release of Optimist that the band has already toured all over the world. The songs White Noise and You too Must Die became quite well known, they are songs that dabble with a suspenseful vocals in the style of a strange horror movie, with the drums rhythmic' s cadence and the guitar's atmospheric riffs. 

Gold released their debut in 2012 and in 2015 were signed by Ván in Europe and Profound Lore in the USA. From record to record the band's sound has become even more refined, the melodic and heavy guitars start off with a crescendo and in opposition to the passive, solemn and poetic vocals of Milena Eva. 

The band is formed by the guitar players Thomas Sciarone, Kamiel Top and Jaka Bolic, Tim Meijer on bass, Igor Wouters on drums and Milena Eva on vocals. 
Gold refer to the experimentalism of Godspeed you! Black Emperor, to the somber yet sweet beauty of Kristin Hersh and Throwing Muses, and are rooted on a powerful and artistic vibration of rock. The delicate balance of the band called the attention of bands like Converge, and they toured together in 2016 and 2017 and with New Model Army that toured with the band in 2018. They perform in Portugal in the 25th of September in Lisbon (RCA) and 26th of September in Oporto (Maus Hábitos) to promote their latest album.

Every member wanted to contribute to the Bag, so each one of them lists a book, a record, a movie/TV series.

Books:
- A.M. Homes "Things You Should Know" (Milena's choice)
- Ali Smith "Free Love And Other Stories" (
Kamiel's choice)
- Brett Easton Ellis "Glamorama" (
Thomas' choice)
- Haruki Murakami "After Dark" (
Igor's choice)
- Henri Charrière "Papillon" (
Jaka's choice)
- Paul Biegel "The Gardens of Dorr" (
Leyla's choice)


Records:
- Black Sabbath "Black Sabbath" (
Leyla's choice)
- The Beatles "Abbey Road" (J
aka's choice)
- Faith No More "Angel Dust" (
Igor's choice)
- John Frusciante "To Record Only Water For Ten Days" (
Kamiel's choice)
- Gil Scott-Heron "A New Black Poet - Small Talk at 125th and Lenox" (
Thomas' choice)
- Portishead "Third" (
Milena's choice)

Movies/Series:
- Fargo (Series, season 1, 2014 -
Igor's choice)
- Incendies (Movie, 2010 -
Milena's choice)
- Moonrise Kingdom (Movie, 2012 -
Leyla's choice)
- Night On Earth (Movie, 1991 -
Kamiel's choice)
- Suspiria (Movie, 1977 -
Jaka's choice)
- Twin Peaks: The Return (Series, 2017 -
Thomas' choice)



Texto | Text: Priscilla Fontoura
Tradução | Translation: Cláudia Zafre
Bagagem | Bag: Gold
Imagem | Image: Gold (promoção do álbum Why aren't You Laughing?)
https://thebandgold.bandcamp.com

JOLIETTE – Luz Devora Luz Devora is the latest LP by the Mexican band Joliette . They gained some publicity after being banned f...

JOLIETTE – Luz Devora


Luz Devora is the latest LP by the Mexican band Joliette. They gained some publicity after being banned from entering the USA for undisclosed reasons. Luz Devora is armed with 12 songs of a beautifully crafted hybrid of screamo, post-hardcore and mathcore. The riffs are as catchy as they are complex and the vocals passionate and melodic. 

There are delicate and atmospheric passages reminiscent of post-rock that blend easily into the more complex textures of math-rock, the urgency of screamo and the chaotic melodies of post-hardcore. Luz Devora has nothing formulaic about it, it conveys a spirit of creative experimentation without losing its intensity and aggressiveness. The structures and melodies are very well-thought out and executed, leaving the listener in a state of sonic bliss that happens when the band succeeds in creating melodies and compositions that have different layers and passages. There is a lot of room for the metamorphosis of moods and emotions in Luz Devora.

A delicate and multi-layered record that will appeal to those that like the genres mentioned above and don’t mind a bit of variety and experimentation. 

MEDITATIONS IN AFFINITY – #1 Bond

Four bands. Four songs. A high-spirited compilation that manages to both surprise and engage us in hardcore-inspired screamo. Life in Vacuum, Canyons, Crowning and Hundreds of AU are the bands featured in this intriguing and energic release that is part of a 4-way series by Zegema Beach Records and The Ghost Is Clear

Nine to five by Life in Vacuum is the first song that carry us away immediately with its captivating riffs and addicting chorus. It’s both catchy and unpredictable and sets the mood for the rest of the release. Storing Light by Canyons induces a slower and heavier kind of mood, that is crushing and mellow at the same time. Visceral Ghost by Crowning is the shortest song on the compilation and it’s a sonic attack on the senses, with anguished vocals and expansive riffs, we are filled with the poetic aggressiveness that is the trademark of screamo. Hundreds of AU were the elected band to close this compilation, and they do it masterfully. Out in the streets – Elevator music is a song of that manages to be both progressive and catchy. 


#1 Bond is a powerful introduction to the series Meditations in Affinity

COMA REGALIA – Vau Faelgo


Coma Regalia from the USA are one of the most prolific bands in the screamo scene. With 9 years of existence and reaching a number of approximately 30 splits and four LP’S, they release their latest LP, Vau Faelgoh. Speedy, emotional and cathartic screamo that manages to be both engaging and intense.

The song dynamics are quite fast and there are a lot of pattern changes that match the anguished and emotional vocals to a tee. There is a very strong duality between melody and chaos that add layers of emotional depth to the songs. 

A release that will satisfy those that crave pure-classic sounding screamo with a very distinct and dynamic edge. 

All the records are available at Zegema Beach's bandcamp and online store.

Text: Cláudia Zafre
Label: Zegema Beach Records 

Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães aka Mallu Magalhães é brasileira e Angel Olsen norte-americana. Com quatro álbuns já...

Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães aka Mallu Magalhães é brasileira e Angel Olsen norte-americana. Com quatro álbuns já lançados, a vocalista e compositora Mallu Magalhães vive em Lisboa com o seu marido Marcelo Camelo - integrante da banda brasileira Los Hermanos -, e com a filha Luísa. Malllu ganhou notoriedade muito cedo via Internet, com apenas 15 anos começou a lançar temas através do MySpace. Além do seu projecto a solo, Mallu também integra a luso-brasileira Banda do Mar. Angel Olsen, além do seu ar frágil e voz angelical, emprega nas suas canções uma aura melancólica e nostálgica. 4 de Outubro é a data oficial do lançamento do seu quarto disco All Mirrors, via Jagjaguwar.

PUZZLE: MALLU MAGALHÃESANGEL OLSEN

Ideia e Montagem: Priscilla Fontoura
Puzzle: Priscilla Fontoura

CRIAÇÃO E AUTORIA:   EMANUEL R. MARQUES

CRIAÇÃO E AUTORIA: EMANUEL R. MARQUES

O jazz é, na maior parte dos casos, um processo colaborativo entre músicos experientes e versáteis. No entanto, há uma minoria de músic...


O jazz é, na maior parte dos casos, um processo colaborativo entre músicos experientes e versáteis. No entanto, há uma minoria de músicos que enveredam por aventuras musicais sozinhos. Handwrist é o projecto musical do multi-instrumentista, Rui Botelho Rodrigues que desde 2012 explora vários géneros fora do jazz, tais como post-rock, rock progressivo e rock psicadélico, entre outros.

Já editou perto de duas dezenas de discos e este ano editou três discos, Tribulation, Pilgrimage e o mais recente, Paranoia Hotel que se divide em quatro peças bastante eclécticas.

O primeiro tema, Reception, desenvolve-se desembaraçadamente pelo uso de sintetizadores, mantendo um cunho vanguardista sem descurar a veia tradicional do jazz de fusão. Depois de Reception, seguimos para Elevator Malaise, um tema bastante mais longo, chegando aos 14 minutos que começa com uma camada de pianos que mais tarde se junta aos sintetizadores, entrançando-se.

Panic Room, é um tema também ele bastante longo que se destaca pelos solos de guitarra eléctrica e pelos efeitos sonoros cósmicos. O tema final, Emergency Exit destaca-se por ser mais suave que os anteriores e contar com um solo de sintetizador.

É um disco que é eficaz na criação de atmosfera e que revela todo o potencial de um avant-prog feito por apenas um músico.

Perguntámos a Rui Botelho Rodrigues as suas escolhas para 5 livros, 5 discos, 5 filmes/séries e aqui ficam:

Livros:
The Bible
The Technological Society, Jacques Ellul
Democracy: The God that Failed, Hans H. Hoppe
Amusing Ourselves to Death, Neil Postman
Twenty thousand Leagues under the Sea, Jules Verne

Discos:
- Joe's Garage, Frank Zappa
- MDK, Magma
- Merci, Magma
- L'Ascension, Olivier Messiaen
- Black Saint and Sinner Lady, Charles Mingus

Filmes:
Primer, Shane Carruth 
Cube, Vincenzo Natali
Clockwork Orange, Stanley Kubrick
They Live, John Carpenter
Apocalypto, Mel Gibson 

- TRANSLATION -


Jazz is in most cases a collaborative process between experienced and versatile musicians. However, there is a minority of musicians that begin musical adventures all by themselves. Handwrist is the project of multi-instrumentalist, Rui Botelho Rodrigues that since 2012 explores several musical genres outside of jazz, like post-rock, prog rock and psych rock among others. 

He released nearly twenty records and this year he released three, Tribulation, Pilgrimage and the more recent one, Paranoia Hotel that divides itself into four eclectic pieces. 

The first theme, Reception develops freely with the use of synths, keeping a avant-garde tone without neglecting its inspiration in jazz fusion. After Reception, we go straight to Elevator Malaise, a longer theme reaching 14 minutes that starts off with a layer of pianos that later is joined by synths and they intertwine. 

Panic Room is also a long theme and the highlight are the guitar solos and the cosmical sound effects. The final theme, Emergency Exit stands out for being softer than the earlier themes and having a synth solo. 

It’s a record that is quite effective in creating an atmosphere and reveals all the potential of an avant-prog made by one musician alone. 

We asked Rui Botelho Rodrigues his choices for 5 books, 5 records, 5 films/series and here they are: 

Livros:
- The Bible
- The Technological Society, Jacques Ellul
- Democracy: The God that Failed, Hans H. Hoppe
- Amusing Ourselves to Death, Neil Postman
- Twenty thousand Leagues under the Sea, Jules Verne

Discos:
- Joe's Garage, Frank Zappa
- MDK, Magma
- Merci, Magma
- L'Ascension, Olivier Messiaen
- Black Saint and Sinner Lady, Charles Mingus

Filmes:
- Primer, Shane Carruth 
- Cube, Vincenzo Natali
- Clockwork Orange, Stanley Kubrick
- They Live, John Carpenter
- Apocalypto, Mel Gibson 


Texto | Text: Cláudia Zafre
Escolhas | Choices: Rui Botelho Rodrigues (Handwrist)

Género: metal progressivo, metal alternativo, rock progressivo Álbum: Fear Inoculum Data de lançamento: 30 Agosto, 2019 Editora:  Tool Di...

Género: metal progressivo, metal alternativo, rock progressivo
Álbum: Fear Inoculum
Data de lançamento: 30 Agosto, 2019
Editora: 
Tool Dissectional, Volcano, RCA
https://toolband.com

Capa do álbum: Fear Inoculum, TOOL (Alex Grey)

Tool ao longo dos anos criou um micro-planeta que não tem sofrido grandes alterações desde o início da sua formação. Na mancha da sua crosta detectam-se símbolos que, ao se ser levado pela curiosidade, engolem como ímans para o núcleo onde se situam os significados e as metáforas - que têm vindo a enriquecer o conhecimento de muitos curiosos. Essa sucção dá início à entrada para outra realidade muito diferente, com os ouvidos atentos e os olhos esbugalhados a transformação acontece. 

Construindo líricas que soam familiares, apesar do seu cerne críptico e esotérico, Tool fez descobrir ou redescobrir ícones da cultura, como por exemplo, o comediante “fora-da-lei” Bill Hicks. Tool é literalmente uma ferramenta que gerou interesse por certos padrões de espiritualidade e deu uma liberdade férrea e determinada na conquista do conhecimento interior e exterior.

Foi com muita expectativa que se aguardou durante 13 anos pela quinta obra original da banda que brindou os fãs portugueses a 2 de Julho com um concerto em Lisboa, onde alguns temas do novo discos foram apresentados (Invincible, Descending e Cholocolat Chip Trip). A curiosidade aumentou assim como a expectativa. Foi no dia 30 de Agosto que o disco ficou finalmente disponível. Adepta da disciplina dos sábios, Tool nunca se submeteu à pressa ou ao mediatismo, aguardou sempre pelo tempo certo para lançar; assim a moral das letras de Maynard se reflecte na espera, inspirar para expirar. De acordo com alguns depoimentos prestados em entrevistas, todos os membros sempre decidiram em conformidade sobre quando lançar um novo trabalho. Tudo é pensado ao pormenor. Maynard diz a Joe Rogan que assim que Fear Inoculum foi lançado, foi como se um grande peso saísse dos seus ombros, porque, para si, lançar um álbum de Tool é sempre uma enorme responsabilidade; o conceito, a imagética, a estética sonora, o conteúdo lírico são pensados ao pormenor. Tool foi educando um público exigente e nunca se adaptou às mudanças dos tempos digitais, mas há pouco decidiu criar conta nos principais serviços de streaming e corresponder à vontade de muitos fãs entusiastas da realidade digital. 

Fear Inoculum é como um medley de despedida de todos os álbuns de Tool, assim como uma homenagem às bandas em que Maynard empresta a sua voz. Por exemplo, em 7empest aos '5:30 ouvimos:

Calm before the torrent comes 
Calm before the torrent comes 
Calm before the torrent comes 
Calm before the tempest comes to reign all over 

Esta linha poderia confundir-se com Puscifer, mas não, é Tool. Uma simbiose de personagens que também saltam para outros projectos do vocalista. No mesmo tema, e sem querer entrar em comparações, a guitarra de Adam Jones parece prestar tributo a King Crimson, os pais do rock progressivo, quase que poderia ser um plágio do riff de Robert Fripp de Frame by Frame do álbum Discipline, da nova fase da banda.

Quem gosta de Tool, sabe que não são apenas os contratempos e jogos rítmicos que fazem qualquer fã apaixonar-se pela banda, é muito mais, é o conteúdo que muitas vezes é metafórico, inteligente e filosófico; como se fosse uma caixa mágica cheia de camadas por descobrir. Enquanto nos álbuns antecessores encontram-se, nas letras de Maynard, revolta e frustração, em Fear Inoculum apresenta-se uma espécie de pacificação e reconciliação com o passado, uma maturidade que não aponta, que pouco critica e que pouco acusa, mas que o olha com compreensão e com mais paz de espírito.

O nome do quinto trabalho é portentoso e misterioso. Fear Inoculum está munido de 7 temas, à primeira vista, longos em termos de duração, característica a que os fãs de Tool já estarão habituados. O baterista Danny Carey gostaria que o novo álbum fosse lançado como uma faixa gigante em vez de estar dividido por sete faixas com interlúdios. 

Todos os membros juntam as influências que foram semeando ao longo das suas criações, a sofisticação técnica aproxima-se do registo que tentam materializar da forma mais transparente que conseguem, não só musical, mas também imageticamente. Exemplo disso, é a carreira artística de Adam Jones que começou na construção de dinossauros para o filme Jurassic Park e outros monstros, cujo término deveu-se para se concentrar a tempo integral em Tool. Na altura em que as portas se abriam, em que já começavam a exportar para outros países, Adam demitiu-se da sua vida dos estúdios de cinema para investir na sua carreira musical. A maior parte das pessoas que trabalhavam consigo desejaram-lhe boa sorte na sua aposta por não acreditarem que uma carreira numa banda de rock fosse beneficiá-lo. No entanto, Adam não se deixou influenciar pela falta de visão dos seus colegas e provou que a fé move montanhas, garantindo-lhe um lugar diferencial no mundo da música: além de ser um guitarrista com identidade própria, é também um artista visual que se destaca pela estética surreal e peculiar que comunica de lado a lado com a instrumentalização da banda; todo esse pacote criativo faz Tool chegar ao lugar que se encontra hoje. Tool é um campo magnético que suga quem anseia uma transformação. É sem dúvida a banda que consistentemente tem surpreendido pelas criações das capas dos álbuns. Fear Inoculum não é apenas uma experiência auditiva e espiritual, é também como cair numa outra realidade assim que se explora todo o trabalho iconográfico executado. Ao lermos toda uma série de opiniões e especulações dos fãs sobre o conceito imagético construído à volta do álbum, podemos concluir que de álbum para álbum a banda gosta de se auto-desafiar e surpreender os fãs pela mestria patente nos seus trabalhos.

O disco começa com o tema que dá nome ao álbum e depressa faz deslizar para o universo enigmático e misterioso que a banda conseguiu criar ao longo dos anos. Vemo-nos envoltos numa verdadeira redoma sónica, algébrica, tranquila e reconfortante onde ouvimos cada nota e intervalo numa sequência progressiva de ritmos que nos soam familiares, mas que, ao mesmo tempo, são novos e entusiasmantes. A voz de Maynard serpenteia e envolve cada ouvido com as suas palavras deambulantes. O vocalista tem prazer nas palavras, trata-as como saboreasse uma a uma e respeita-as. O verbo tem força e poder.

Fear Inoculum começa com toda a sua força e desliza antes de bater na cabeça do ouvinte com a bateria tamborilante de Danny Carey, com as guitarras pesadas de Adam, com o domínio rítmico de Justin, e com os vocais altos e ofegantes de Maynard. Começando com um prato tilitante e um toque de tabla oco, os preliminares médio orientais atingem o refrão arrebatador na linha: 

Exhale, expel
Recast my tale
Read my allegorical elegy

Um refrão que pede para expulsar o que faz mal, todo o medo que oprime, contagia e que castra qualquer evolução espiritual. Musicalmente é também uma alegoria ao tema Lateralus

Exorcise the spectacle
Exorcise the malady
Exorcise the disparate
Poison for eternity
Purge me and evacuate
The venom and the fear that binds me

Seguindo o ritmo, Maynard apela ao exercício com disciplina em tom meditativo para se conseguir expelir o medo que contagia, e a respiração faz parte desse exercício até que todos os instrumentos se libertam após o seu "mantra". 

Pneuma, Invincible e Descending é a tríade demolidora que se lhe segue e que nos faz imergir em melodias intrincadas, complexas e extremamente melódicas. Pneuma apela à imaterialidade, além de carne somos espírito, a essa noção de que a materialidade não sobrevive sozinha, depende da imaterialidade para se equilibrar. O sentido universal passa pela consciência de que somos só um e que a existência é inútil se não cuidarmos da Pneuma, cuja etimologia reside na respiração, no contexto religioso poderá ser interpretada por espírito.

We are spirit bound to this flesh
We go round one foot nailed down
But bound to reach out and beyond this flesh
Become Pneuma
We are will and wonder
Bound to recall, remember
We are born of one breath, one word
We are all one spark, sun becoming

Child, wake up
Child, release the light
Wake up now
Child, wake up
Child, release the light
Wake up now, child
(Spirit)
(Spirit)
(Spirit)
(Spirit)
Bound to this flesh
This guise, this mask
This dream

A cadência rítmica do tema bebe também das construções dos dois últimos álbuns anteriores. 

O momento mais inusitado, mas também o mais charmoso na sua imprevisibilidade e elemento surpresa, é o tema Chocolate Chip Trip, um tema instrumental de laivos fortes experimentais e com um solo de bateria que raia o impressionante.

7empest carrega uma toada forte, densa e complexa que nos embala e agita ao mesmo tempo, matando as saudades de Undertow e Aenima, colocando-se do lado mais agressivo e tempestuoso de Tool. A escrita do nome do tema é um piscar-de-olho ao número 7, um número pelo qual Maynard tem demonstrado interesse. O número que representa o descanso, o afastamento, foi ao sétimo dia que Deus descansou, e é ao sétimo dia que os judeus param para o Shabbat. É a soma do espírito (3) com a matéria (4), o caminho para a evolução espiritual, o triângulo (espírito) que se sobrepõe ao quadrado (terra); é aqui que se para e que a vontade do auto-conhecimento surge, de desvendar mistérios, da busca da espiritualidade, a hora do homem voltar-se para o sagrado. O sétimo caminho do Sepher Yetzirah é o da inteligência oculta e representa a combinação da fé e do intelecto. Tool é uma banda que se diferencia das demais, porque leva a quem os ouve "com ouvidos de ouvir" a procurar outros conhecimentos além da música. Quase que faz parte da exigência de cada membro da banda comunicar a mesma linguagem e receber essa reciprocidade de quem os ouve.
Os números são uma componente essencial da banda, que em discos anteriores aplicou a sequência Fibonacci nas suas composições. A matemática e geometria sempre foram áreas do conhecimento de preferência da banda e este disco não é excepção à regra nesse sentido. A cosmovisão da banda sente-se não só nas letras, mas também nas composições.

Estranhamente, o tema mais cativante e o mais pesado - até o mais convencional - aqui é o expansivo 7empest de 15 minutos, com mistura de guitarras rítmicas e solos flangeados, bateria rolante e um vocal furtivo e crescente de Maynard, com um refrão acusador: 

We know better
It's not unlike you
It's not unlike you
We know your nature

O conteúdo lírico persiste com o seu teor metafísico e revela alguns contrastes espirituais que existem dentro da banda. Por um lado, o interesse teosófico e no oculto que é alimentado por Danny Carey, por outro lado, o naturalismo transcendentalista de Maynard que acentua uma melhor e mais profunda ligação com a natureza, uma relação simbiótica entre humano-natureza - que chega a ser espiritual - e que relembra o movimento transcendentalista popularizado nos Estados Unidos durante o século XIX influenciado por vanguardistas como Ralph Waldo Emerson, Walt Whitman e Henry David Thoreau.
A natureza era importantíssima para os transcendentalistas e assumiam-na como uma entidade profundamente holística e de terapia saudável para o ser humano. 

Esta preocupação sensitiva com o mundo natural também está presente no cuidado de Maynard ao escolher os solos ideais para a plantação das vinhas. O documentário Blood into Wine sobre a produção de vinho é uma das coisas mais interessantes que o vocalista fez.


Colecção de imagens: instagram toolband

É também essa uma das características que define a banda, a preocupação e interesse dos membros da banda em cultivar e criar mais e melhor, independentemente da música. Esta criatividade incessante é acompanhada pelos fãs da banda que seguem os outros projectos musicais de Maynard, como A Perfect Circle e Puscifer e as esculturas de inspiração alienígena de Adam Jones, que contribuíram e continuam a enriquecer o imaginário visual da banda.

As artes visuais e plásticas são também elementos que mais os distinguem, tanto pela existência de Alex Grey, como pelos telediscos que detêm a sua marca peculiar e bem característica.

A arte de Alex Grey também se tornou irreconciliável do universo Tool. O artista norte-americano é multi-facetado, criando várias formas de arte além da pintura, como por exemplo, escultura ou instalações.

A sua arte é única e inspiradora, apoiada fortemente em conceitos filosóficos, espirituais e esotéricos. A sua preocupação com o mundo espiritual é muito característica e é também o fundador, juntamente com a sua mulher, da The Chapel of Sacred Mirrors em Nova Iorque, sendo uma igreja que se dedica à disseminação da arte vanguardista e visionária.

Além de colaborar com Tool e ter-se tornado um membro activo e imprescindível do universo da banda, a sua obra também apareceu em capas de bandas como Meshuggah, The Beastie Boys e a capa mítica do também ele mítico álbum dos Nirvana, In Utero.


Estas componentes visuais também acompanham o tempo e o processo de crescimento da banda e dos seus membros, notando-se até mudanças no logotipo da banda. O nome TOOL é agora escrito com linhas mais finas de inspiração egípcia, substituindo o tom mais carregado e pesado de anos passados.

A banda sugeriu e afirmou que o disco ilustrava o processo de envelhecimento e a sapiência que geralmente o acompanha. No entanto, as líricas são livres de interpretação e a banda prefere que assim o seja, dando espaço para o imaginário do ouvinte se tornar livre e solto.

Em jeito de curiosidade, fica a informação que após o nome do disco ser revelado, a palavra Inoculum foi uma das mais pesquisadas no dicionário online Merriam-Webster.

É-nos dito que tudo muda, mas Tool mantém-se fiel às suas raízes e estética, sem com isso descurar a possibilidade de experimentação subtil e da criação em Fear Inoculum de um disco maduro, progressivo, melódico e que, seguindo a linha criacional da banda, consegue surpreender e encantar. Alguns fãs poderão ter sentido algum desapontamento por aguardarem o factor ultra surpresa depois de tanto tempo de espera, no entanto, o amadurecimento da banda reflecte acima de tudo um compromisso com o passado que, embora esteja hoje musicalmente mais refinado, não se imiscui das suas bases para não se desvirtuar: Undertow, Aenima, Lateralus e 10 000 Days fazem parte não só da formulação matemática inteligente dos músicos, mas do espírito que os agita.

Deixamos uma pequena paródia escrita e realizado por Blake Studwell. Qualquer fã de Tool perceberá.



Texto: Cláudia Zafre, Priscilla Fontoura, SP
Imagens: Álbum Fear Inoculum, Colecção de imagens: instagram toolband


Tool: Danny Carey - bateria, sintetizador; Justin Chancellor - baixo; Adam Jones – guitarra; Maynard James Keenan - vocalista
Músicos adicionais: Lustmord - efeitos som ondas do mar e água
Produção, mistura e gravação: Joe Barresi
Masterização: Bob Ludwig
Produção: Tool
Engenheiros assistentes: Jun Murakawa, Morgan Stratton, Kevin Mills, Garret Lubow, Wesley Seidman, Scott Moore, Greg Foeller
Técnicos guitarra: Dan Druff, Tim Dawson, Scott Dachroaden, Pete Lewis, Sacha Dunable
Técnicos bateria: Bruce Jacoby, Jon Nikcolson, Joe Slaby, Junior Kittlitz
Faixas adicionais: Mat Mitchel, Tim Dawson, Andrew Means
Artwork e design
Direcção de arte, direcção de vídeo: Adam Jones
Cover art, booklet art, conceito video e direcção de vídeo: Alex Grey
Design e layout: Mackie Osborne
Efeitos visuais, design: Joyce Su
CGI: Matthew Santoro
Efeitos visuais: Ryan Tottle & Dominic Hailstone
Tool portraits: Sean Cheetham

Fotografia: Kristin Burns, Alex Landeen, Travis Shinn, Lee Young, Ann Chien